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Coletivo curador prepara a “Bienal das Narrativas” para a edição comemorativa dos 40 anos da Bienal do Livro Rio

Imagine a responsabilidade de escrever as páginas do maior evento de cultura e entretenimento do país no ano em que se comemora seus 40 anos. A Bienal do Livro Rio, que tantas histórias já escreveu na memória afetiva de milhares de brasileiros e até estrangeiros, está sendo especialmente planejada por um ‘time de peso’, comprometido com a pluralidade de ideias e o encantamento do público de uma forma diferente.

Este ano, um coletivo curador, dedicado a trabalhar de forma transversal e integrada, apresentará uma programação extremamente rica, que aponta para o futuro e se renova com atrações em formatos variados e experiências para fãs de histórias, literatura, audiovisual, games e outras narrativas — sejam eles fãs de todas as idades.

A Bienal, ao longo de quatro décadas, sempre foi pulsante, acompanhando as mais diversas mudanças da sociedade — do mercado literário às tecnologias e o comportamento. Se já faz parte do calendário da cidade e ocupa a memória afetiva do público com grandes encontros, produção de conhecimento e conexão, desta vez, o ponto de partida foi justamente a dicotomia entre dois conceitos: a inteligência artificial, que tanto vem guiando o mundo atualmente, e a capacidade humana de sentir e se emocionar, responsável por esse afeto que marca gerações.

Para materializar essa capacidade de irradiar que a Bienal carrega em sua essência, com a representatividade necessária para mobilizar todo tipo de gente, a GL events — referência mundial no mercado de eventos — e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), responsáveis pela realização do festival, trazem novidades. Destaque especial para a cultura pop, com muita interação em um grande espaço efervescente: a nova Arena Palavra-Chave, que vai trazer interação direta com os jovens em formatos variados para garantir as melhores experiências e uma verdadeira celebração da cultura e do entretenimento.

O time de curadores também cuidará do Café Literário, um espaço intimista que será remodelado para abrigar as reflexões mais profundas sobre os mais diversos temas contemporâneos. Haverá ainda uma programação extensa direcionada ao público infantil, tão importante para o evento.

Para assinar a direção artística, a organização da Bienal convidou Bianca Ramoneda, que é jornalista, escritora, atriz, apresentadora e roteirista de TV. Ela explica como o conceito da edição comemorativa vai guiar tanto o processo de curadoria como a identidade visual dos espaços.

“”Temos falado muito sobre o impacto da IA em nossas vidas e para onde essa nova realidade nos leva. Parece muitas vezes que nos pautamos pelos algoritmos e suas combinações, mas a verdade é que IA não existe sem o ser humano como ponto de partida. Todo o universo de dados que se cruzam vem dessa fonte humana que tem algo único: um coração que sente, se emociona, se encanta e cria memórias afetivas. A Bienal, com seus 40 anos de história, mora no coração do público e na memória afetiva do Rio de Janeiro. O evento é, em si, um coração que pulsa e abastece um imenso organismo vivo, com veias e artérias, formando uma cartografia, um mapa com muito conhecimento. Diversos conteúdos e experiencias se cruzam e se encontram. É assim, com ‘muitas histórias, um coração’ que pretendemos abrir as portas para a circulação de ideias, de existências, sensibilidades, e conteúdos compartilhados para esta edição histórica”, afirma Bianca.

À frente do projeto de curadoria estão nomes com vasta experiência no universo cultural. Com forte conexão com o público jovem, Clara Alves é autora do aclamado romance “LGBTQIAP+ Conectadas”, de “Romance real”, “De repente adolescente” e “Sobre amor e estrelas”. Já Mateus Baldi, que assina uma obra mais densa, é organizador da coletânea “Vivo muito vivo — 15 contos inspirados nas canções de Caetano Veloso” e autor do livro de contos “Formigas no Paraíso”. Completando o time, a curadoria coletiva terá a participação da poeta e crítica literária Stephanie Borges, autora de “Talvez precisemos de um nome para isso”, reconhecido pelo IV Prêmio Cepe Nacional de Literatura e uma das escritoras da antologia “As 29 poetas hoje”, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda.

A produção executiva será da jornalista Ana Paula Costa, que editou obras de importantes de autores brasileiros e estrangeiros. Com mais de 20 anos de experiência no mercado editorial, ela diz que viu de perto muitas edições e acompanhou a transformação do evento: “Tenho uma ligação afetiva grande com a Bienal e durante todos esses anos guardei muitas memórias felizes dos encontros no Riocentro, do contato com autores e público, além de mesas inesquecíveis. Acredito que essa edição será muito emocionante, com momentos de encantamento, inspiração e alegria contagiante”, diz.

Os curadores têm um sentimento parecido. Eles celebram a oportunidade de fazer parte de um momento histórico para a cultura brasileira e esperam ansiosos o encontro. A missão que o quarteto carrega é também de muita responsabilidade: selecionar o conteúdo de qualidade para 10 dias de evento com mais de 200 horas de programação, levando em conta a diversidade dos frequentadores.

“Para mim, a Bienal sempre foi um momento de reencontrar leitores e amigos, um espaço de pertencimento. Participar da curadoria de conteúdo da edição comemorativa é uma oportunidade de trazer ao público uma mensagem importante, especialmente depois de tantas mudanças no cenário literário brasileiro: os livros nos salvaram quando mais precisamos, durante a pandemia, e continuarão sendo pontes para as possibilidades de futuro”, diz Clara Alves.

Já Mateus Baldi diz estar agradecido por poder fazer parte do projeto e garante: “Estamos dando o nosso melhor para montar uma programação incrível que contemple os leitores em suas diversas facetas. Mal posso esperar para o público conferir o resultado em setembro”.

“Vamos receber os visitantes com boas histórias. Eles terão oportunidade de encontrar ídolos, participar de conversas interessantes. Será uma imersão cultural com muita diversão. Depois de anos tão difíceis é importantíssimo que nós possamos construir boas memórias”, finaliza Stephanie Borges.

A Bienal acontecerá entre os dias 1° e 10 de setembro, no Riocentro, Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, trazendo uma proposta imersiva e que busca atender aos anseios do seu público. Haverá áreas de descanso amplas nos jardins do mais completo centro de convenções da América Latina, praça de alimentação com gastronomia variada e ativações interativas que estimulam a reflexão sobre temas contemporâneos, a criatividade e a imaginação dos frequentadores.

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