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Review – Echoes of Aincrad

A Visão de Um Fã de SAO

Se você curte animes isekai e, principalmente, se é fã de Sword Art Online (SAO), prepare-se, porque o Echoes of Aincrad chegou com a promessa de nos fazer sentir presos dentro do jogo junto com os personagens. Mas será que essa experiência de MMORPG single-player é tão imersiva quanto promete? Vamos descobrir!

Link Start: A História de SAO Sob Nossa Ótica…

Quem conhece a franquia já sabe a premissa clássica: você veste o NerveGear, entra no VRMMORPG Sword Art Online e descobre que não consegue sair. O criador, Akihiko Kayaba, tranca todo mundo e avisa que a única forma de se salvar é zerando o jogo, derrotando o chefe no 100º andar de Aincrad. E o pior? Se morrer no jogo, você morre na vida real. O que o Echoes of Aincrad faz de diferente e muito inteligente é colocar a gente no lugar de um jogador “comum”. Não estamos controlando o Kirito ou a Asuna. Nós criamos nosso próprio avatar do zero e começamos a aventura como um dos beta testers. A narrativa foca em um novo elenco de personagens, incluindo a nossa primeira companheira, Iori, e uma trama original ligada a uma missão chamada “Espadachim da Salvação”.

A história começa de forma bem impactante durante o período de testes (beta), onde conhecemos o grupo e a mecânica do mundo. Mas tem um porém: o nosso protagonista é mudo. Sabe aquele personagem que só faz gestos de “sim” ou “não” enquanto os outros conversam com ele? Isso estragou um pouco a imersão para mim em momentos mais dramáticos, fazendo a gente parecer uma porta durante os diálogos. Além disso, a trama demora um bom tempo para engatar no ritmo bom. Se você for um fã hardcore do anime, a ideia de ser coadjuvante da história do Kirito enquanto tenta sobreviver é legal, mas pode acabar frustrando no começo.

Aincrad Nunca Foi Tão Bela…

Sendo bem sincero, os visuais do jogo são um dos pontos mais fortes. A Game Studio Inc. mandou muito bem na direção de arte. As cidades são vivas, com arquitetura única, e as paisagens fora dos muros são de tirar o fôlego. A transição de dia para noite, com as sombras mudando, dá um charme a mais. Você realmente sente que está explorando os andares de Aincrad. A trilha sonora acompanha bem o clima, mas os sons dos embates e da ambientação natural são o que mais se destacam. É lindo, mas um pouco vazio por dentro.

Vasto, Mas Um Pouco Vazio…

Aqui o bicho pega. O mundo de Echoes of Aincrad é dividido em zonas enormes que parecem ser um mundo aberto, mas na verdade são bem lineares. Você não pode simplesmente sair andando por aí; precisa aceitar uma missão principal ou secundária para ir até as áreas de exploração. E tem mais: os mapas têm barreiras invisíveis e caminhos bloqueados por mini-chefes. A exploração é legal nas primeiras horas. Você encontra biomas variados, de pântanos a desertos com florestas mortas. Mas logo bate o cansaço. As áreas são grandes, mas têm pouquíssimo conteúdo. Baús com loot fraco, inimigos que ficam perseguindo você de longe e gastando sua estamina, e a frustração de não poder gerenciar seu inventário fora das cidades. É bonito de se ver, mas vazio de verdade.

A Parte Boa da Coisa…

Se a exploração decepciona, o combate é a salvação do game. A jogabilidade é fluida, cadenciada e com foco em combos. Você pode escolher entre várias armas, espadas de uma mão, duas mãos, lâminas duplas, clavas, etc. E cada uma muda completamente o seu estilo de luta.O sistema de progressão é bem legal. Você ganha pontos de atributos (força, destreza, estamina, etc.) e pode distribuir como quiser. O legal é que você pode resetar esses pontos gastando um dinheirinho que sobra bastante no jogo. Além disso, as armas têm 10 habilidades chamadas “Sword Arts”, das quais você pode equipar três. Quanto mais você usa uma arma, mais proficiência ganha e mais ataques destrava.

Nas batalhas, você não está sozinho. Tem sempre um companheiro (como a Iori) lutando ao seu lado. Você pode dar comandos para ele focar em um inimigo ou ajudar a atacar o seu alvo. Se coordenar bem, enche uma barra de especial que libera ataques em dupla ou habilidades únicas do parceiro. É bem divertido montar suas builds e testar combinações.

Desafiantes Repetitivos…

Os inimigos comuns atacam agressivamente e em grupo, o que exige que você use bem as esquivas e defesas. Os chefes, por sua vez, são desafiadores e têm comportamentos variados, chegando a mudar de padrão de ataque em fases diferentes. As cenas de finalização são brutais e cinematográficas, o que é um ponto super positivo. O problema é a variedade. Depois de um tempo, você percebe que os monstros são reaproveitados com cores diferentes e os chefes se tornam os mesmos bichos só que maiores e mais chatos. A IA dos seus companheiros também falha às vezes, travando no meio da luta, o que é péssimo quando você está apanhando feio.

Resumo: Vale a Pena?

Echoes of Aincrad é um jogo de contrastes. Ele entrega um combate excelente e uma ambientação visualmente linda, mas peca feio na estrutura de exploração e no ritmo da história. Se você é um fã fanático de Sword Art Online e quer se sentir parte daquele mundo lutando pela sua vida, vai curtir bastante a experiência, apesar das frustrações. Para quem não conhece a franquia, pode achar a jogabilidade travada e o mundo vazio demais para o tamanho que ele tem. Vale a pena para os fãs, mas os demais RPGs de ação do mercado ainda fazem isso melhor.

Review - Echoes of Aincrad

Combate fluido, dinâmico e com excelentes possibilidades de criação de builds - 8.5
Direção de arte e visuais lindos que realmente imergem no universo de SAO. - 8
A ideia de narrar a história de Aincrad pelo ponto de vista de um jogador "normal" - 8
Protagonista mudo e diálogos que demoram a evoluir - 7
Inimigos e chefes muito repetitivos - 6.5
Exploração frustrante: mapas gigantes, mas lineares, com barreiras invisíveis e pouco conteúdo. - 6.5

7.4

Bom!

Echoes of Aincrad é um jogo de contrastes. Ele entrega um combate excelente e uma ambientação visualmente linda, mas peca feio na estrutura de exploração e no ritmo da história.

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Eduardo Lino

Olá, Eu sou o Edu! Sou o criador do portal de notícias Gamer Spoiler. Apaixonado por games desde pequeno e jornalista nas horas vagas!
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