Reviews e Previews
Review – Ink Inside
A Tinta do Destino Chega aos consoles e Pinta um Novo Clássico

A gente sabe como é: o PC costuma ser o berço de muita coisa boa no mundo dos games. E foi exatamente isso que aconteceu com Ink Inside, um Action-RPG com pegada de beat-em-up e, acreditem, queimada (ou dodgeball), que fez sua estreia na Steam em 2024. O burburinho foi grande, mas a verdade é que muita gente que só joga nos consoles acabou perdendo essa pérola. Mas, meus amigos, a espera acabou! O game da Black Field Entertainment e Entalto Publishing finalmente aterrissa nos consoles, e eu, aqui no Spoiler Gamer, tive a chance de botar as mãos na versão de Xbox para ver se a portabilidade manteve o brilho original. E já adianto: preparem-se para um mundo desenhado à mão que é pura diversão.
História: O Mundo Desenhado de Hannah…
A premissa de Ink Inside é daquelas que te fisgam na hora. Você assume o papel de Stick, um boneco palito de um braço só que, de repente, ganha consciência. A sacada genial é que Stick descobre que ele e todo o seu mundo são, na verdade, desenhos feitos por uma garotinha chamada Hannah. A narrativa se desenrola de forma criativa, misturando a jogabilidade desenhada com cutscenes em live-action que mostram o “mundo real” de Hannah. O problema começa quando os cadernos de Hannah, onde Stick e seus amigos vivem, começam a ser danificados por uma goteira. Essa umidade transforma alguns personagens em criaturas “ensopadas” (soggy), corrompidas e hostis. A missão de Stick, com a ajuda do sarcástico Detetive Fuzz, é simples: salvar seus amigos e o mundo desenhado de Hannah, restaurando-os através de… bem, de uma boa e velha partida de queimada! A história é surpreendentemente emocional e o diálogo é afiado, mantendo a gente grudado na tela para descobrir o próximo pedaço de memória de Hannah.
A Queimada Mais Viciante que Você Já Viu…

Se você pensou que um jogo de queimada não poderia ser a base de um RPG de ação, prepare-se para ser surpreendido. A jogabilidade de Ink Inside é o ponto alto. O combate é focado em dodgeball, e as mecânicas são simples de pegar, mas difíceis de largar. Você precisa arremessar bolas nos inimigos, desviar dos ataques deles e, claro, roubar as bolas dos adversários para usar contra eles. Os controles no Xbox são suaves e responsivos, o que é crucial para um jogo de ação rápida como este. A curva de aprendizado é excelente, com o jogo introduzindo novas habilidades, itens e power-ups de forma gradual. O sistema de progressão de RPG permite que você aprimore Stick e seus itens, dando aquela sensação gostosa de evolução. O jogo também oferece um modo cooperativo local, que é ainda mais caótico e divertido.
O Charme do Caderno de Desenho…

Visualmente, Ink Inside é um deleite. O estilo de arte desenhado à mão é vibrante e cheio de personalidade, fazendo você se sentir imerso em um caderno de rascunhos que ganhou vida. A paleta de cores é expressiva, e o contraste entre o mundo desenhado e os flashes do mundo real de Hannah é um toque de mestre. A trilha sonora e o design de som complementam perfeitamente a experiência. As batalhas são embaladas por músicas eletrizantes que te colocam no ritmo da ação, enquanto a exploração é acompanhada por melodias mais sutis e atmosféricas. O elenco de voz é de primeira, com cada personagem tendo uma voz distinta que se encaixa perfeitamente em sua personalidade. O Detetive Fuzz, por exemplo, tem aquela voz grave de xerife que é hilária, e Stick soa como um adolescente meio perdido, o que funciona muito bem.
Desafio na Medida Certa…

O jogo consegue um equilíbrio notável na dificuldade. Os chefes são desafiadores o suficiente para exigir que você domine as mecânicas de esquiva e arremesso, mas as lutas nunca parecem injustas. A progressão da dificuldade é bem dosada, com os inimigos comuns se tornando progressivamente mais espertos e resistentes. Um detalhe que adorei é como o próprio cenário de batalha pode ser um inimigo. Em uma fase na “Terra dos Doces”, por exemplo, doces no chão agem como espinhos que podem te machucar, adicionando uma camada extra de estratégia ao combate. É um beat-em-up que te faz pensar rápido, e a sensação de “deitar na bolada” um chefe depois de algumas tentativas é extremamente gratificante.
Resumindo…

Se você está procurando um RPG de Ação com uma pegada única, uma história cativante e um combate viciante, a resposta é um sonoro SIM. Ink Inside é um indie-gem que merecia muito mais atenção no seu lançamento original e que agora tem a chance de brilhar nos consoles.
Review - Ink Inside
Gameplay de Dodgeball Viciante e divertido - 9
História Cativante que mistura de desenho animado com drama emocional. - 9
Visual desenhado à mão cheio de charme. - 8.5
Trilha Sonora e Vozes de Qualidade - 8
Demorou para chegar aos consoles - 7.5
Pode ser frustrante para jogadores menos acostumados com bullet-hell em alguns momentos. - 7
O game tem um Foco no Co-Op! Mas o single-player é ótimo! - 7
8
Muito Bom!
Ink Inside é um daqueles jogos que provam que criatividade e paixão superam orçamentos gigantes.

