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Review: Battle Train [Nintendo Switch]

Sabe quando você mistura ideias que, no papel, parecem uma loucura, mas na prática funcionam de um jeito genial? Pense em Ticket to Ride com uma pitada de Slay the Spire e um banho de loja no Cartoon Network. Essa é a receita excêntrica de Battle Train, a mais nova pérola dos estúdios Terrible Posture Games e Nerd Ninjas, que chega ao Nintendo Switch para provar que trens e estratégia com cartas têm tudo a ver.
Lançado em 18 de junho de 2025 no console da Nintendo, o jogo te joga no meio de um game show caótico onde o prêmio é, basicamente, explodir a base do seu adversário. Se você, como eu, estava procurando um roguelite que fugisse da mesmice, pode comprar a passagem, porque essa viagem vale a pena.
Construindo o Caminho para a Vitória (ou para o Desastre)…
Vamos direto ao ponto: a jogabilidade de Battle Train é o seu maior trunfo. Em vez de simplesmente baixar criaturas e feitiços (Quem jogou Yu-Gi-Oh! pegou a referência), aqui você constrói trilhos. A cada turno, você compra um punhado de cartas e precisa montar um caminho que ligue sua estação à do oponente. Conectou? Ótimo, um trem carregado de explosivos é despachado para causar um belo estrago. A genialidade está no detalhe: os trilhos são de uso comum. Isso mesmo, aquela rota perfeita que você passou três turnos construindo pode ser descaradamente roubada pelo seu inimigo para ele te atacar primeiro.

Essa mecânica transforma cada partida em um cabo de guerra estratégico, onde você precisa pensar não só em como avançar, mas em como sabotar o adversário, bloquear rotas e controlar o mapa. É um xadrez ferroviário movido a caos e cartas. Como todo bom roguelite, a morte é só o começo. Cada tentativa te recompensa com novas cartas para o seu baralho, melhorias permanentes para o seu trem e a chance de enfrentar chefes cada vez mais bizarros. A rejogabilidade aqui é altíssima, e a síndrome de “só mais uma partida” bate forte.
Um Desenho Animado que Deu à Luz um Jogo

Se a jogabilidade é o motor, a direção de arte é o vagão de luxo. Battle Train é visualmente deslumbrante, com um estilo cartunesco que parece uma mistura de Cuphead com os desenhos excêntricos dos anos 90. Os personagens são caricatos e cheios de personalidade, desde o apresentador canastrão até o vilão bigodudo Aalvado, que parece ter saído de uma reunião de roteiro de Looney Tunes.
A trilha sonora acompanha essa energia, com músicas animadas que te colocam no clima de um game show onde tudo pode acontecer. É barulhento, é vibrante e combina perfeitamente com a proposta. No Switch, o jogo roda liso na maior parte do tempo, embora em partidas mais longas e caóticas, a resolução possa dar uma leve engasgada — nada que estrague a diversão.
Vale a Pena Embarcar Nesse Trem?

Battle Train não reinventa a roda dos deckbuilders, mas a coloca para girar em trilhos tão originais que é impossível não se encantar. É um jogo com uma identidade forte, mecânicas inteligentes e um senso de humor que te conquista desde o primeiro apito do trem.
Claro, nem tudo são flores. A IA às vezes parece ler suas cartas e fazer a jogada perfeita para te frustrar, e algumas partidas podem se estender mais do que o necessário. Mas esses são pequenos solavancos em uma viagem que, no geral, é suave e extremamente divertida.Se você é fã de roguelites estratégicos e está cansado de masmorras e monstros, Battle Train é um ar fresco que você estava esperando. É criativo, desafiador e, acima de tudo, hilário.
Review: Battle Train [Nintendo Switch]
Estratégia profunda e original - 8
Apresentação engraçada e divertida. - 8
Forte rejogabilidade com desbloqueios constantes e runs variadas - 8
Progressão narrativamente travada - 7
Minijogos que podem parecer desnecessários e dispersivos - 6.5
7.5
Bom!
Battle Train não reinventa a roda dos deckbuilders, mas a coloca para girar em trilhos tão originais que é impossível não se encantar. É um jogo com uma identidade forte, mecânicas inteligentes e um senso de humor que te conquista desde o primeiro apito do trem.

