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Review – Blades of Fire

Prepare-se para mergulhar em um novo universo de ação e aventura com Blades of Fire, o mais recente título da renomada MercurySteam. Se o nome te soa familiar, é porque estamos falando do estúdio responsável pelo excelente Metroid Dread e pela bem-sucedida repaginação da franquia Castlevania com Lords of Shadow. Com um histórico desses, a expectativa é alta — e Blades of Fire chega prometendo unir combate visceral, elementos de RPG e um sistema de criação de armas viciante.

Mas será que essa mistura funciona? A resposta envolve inovação, bons momentos, mas também tropeços notáveis.

História…

Em Blades of Fire, acompanhamos a jornada de Aran, um plebeu que, por acaso, acaba encontrando um martelo de forja lendário, sendo arrastado para uma guerra contra a tirânica Rainha que ameaça destruir o reino. A narrativa funciona como pano de fundo para a ação, não sendo o foco principal do game. É a clássica história do herói improvável enfrentando o mal, mas que cumpre seu papel de motivar o jogador a seguir em frente.

Não espere grandes reviravoltas ou profundidade narrativa — a proposta aqui é te jogar direto para o combate e a exploração.

Gameplay…

O grande destaque — e também ponto mais controverso — de Blades of Fire é o sistema de combate. Fugindo do convencional, a MercurySteam apostou em uma mecânica onde o jogador pode mirar em partes específicas dos inimigos. No Xbox, os botões Y, A, B e X representam diferentes regiões do corpo: cabeça, lado direito, lado esquerdo e pernas, respectivamente. Na teoria, essa proposta é genial, adicionando estratégia e permitindo desmontar os inimigos aos poucos.

Na prática, porém, a execução não é tão eficiente quanto o conceito. Em combates mais intensos e caóticos, o sistema perde a precisão, e o jogador acaba recorrendo ao famoso “aperta tudo e torce”. A ideia é boa, mas precisaria de ajustes na dinâmica de combate para funcionar melhor em batalhas frenéticas. Ainda assim, em lutas contra inimigos menores ou chefes isolados, o recurso mostra mais potencial.

Sistema de Forja…

Se o combate gera discussões, a forja de armas é onde Blades of Fire brilha. O sistema funciona como um minigame complexo e viciante, onde o jogador pode criar armas únicas, customizando atributos como dano perfurante, cortante, vigor e durabilidade. Quanto mais você se aprofunda na forja, mais estilos e opções se abrem, incentivando a experimentação.

Criar aquela espada perfeita ou um martelo devastador traz uma sensação genuína de progresso e conquista. É aqui que a criatividade do jogador é mais recompensada.

Exploração…

A exploração de Blades of Fire adota um caminho mais minimalista. Não espere mapas repletos de marcadores ou setas te guiando. A missão é clara: derrote a Rainha. O caminho até lá, porém, depende da sua curiosidade e disposição.

Infelizmente, a recompensa por explorar não é tão empolgante. Além dos materiais para a forja, os cenários oferecem poucos segredos ou desafios extras. Para quem curte buscar colecionáveis, resolver puzzles ou descobrir áreas ocultas, o game pode soar raso nesse aspecto. É uma experiência mais linear e focada na ação.

Gráficos e Desempenho…

Visualmente, Blades of Fire apresenta um estilo artístico interessante, mas que carece de acabamento. Os cenários internos chamam a atenção em alguns momentos, mas a falta de detalhes refinados e texturas mais elaboradas impede que o jogo se destaque graficamente. O maior problema, no entanto, fica por conta do desempenho. Jogando no Xbox Series S, foram notáveis as quedas de frames durante combates intensos.

Embora não tornem o jogo injogável, essas quedas quebram a imersão e deixam claro que a otimização ainda precisa de polimento. A movimentação de Aran também é travada, remetendo a títulos mais antigos como Kingdoms of Amalur: Reckoning. Para um jogo focado em ação rápida, esse aspecto prejudica o ritmo.

Vale a Pena?

Blades of Fire é um jogo corajoso por tentar inovar no gênero de ação e aventura, especialmente com seu sistema de combate e a excelente mecânica de forja. No entanto, tropeça em execução. Problemas técnicos, exploração pouco recompensadora e a sensação de que o combate não alcança seu potencial máximo impedem que ele se torne um destaque imediato.

Se você é fã do trabalho da MercurySteam, especialmente dos tempos de Castlevania: Lords of Shadow, ou se procura algo diferente no combate e personalização de armas, Blades of Fire pode valer a tentativa — desde que você esteja disposto a lidar com suas limitações.

Blades of Fire é um jogo com potencial, mas que ainda não atinge todo o brilho que poderia. As boas ideias estão ali, e quem gosta de sistemas profundos de customização vai encontrar diversão. Porém, quem espera uma experiência fluida e impecável pode sair um pouco frustrado.

Com atualizações futuras, há chance de evolução. Por enquanto, Blades of Fire é um bom jogo para quem busca algo diferente — mas não um novo clássico.

Review – Blades of Fire

Sistema de combate inovador - 8.5
Forja de armas viciante - 8.5
Direção de arte consistente - 8
Combate caótico - 7.5
Exploração rasa - 7
Problemas de performance - 6.5
Enredo genérico - 6.5

7.5

Bom!

Blades of Fire é um jogo com potencial, mas que ainda não atinge todo o brilho que poderia. As boas ideias estão ali, e quem gosta de sistemas profundos de customização vai encontrar diversão. Porém, quem espera uma experiência fluida e impecável pode sair um pouco frustrado.

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Eduardo Lino

Olá, Eu sou o Edu! Sou o criador do portal de notícias Gamer Spoiler. Apaixonado por games desde pequeno e jornalista nas horas vagas!
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