Review – Just Dance: Decades of Hits (2026)

Uma festa que atravessa gerações
Just Dance sempre teve uma proposta fácil de explicar: escolher uma música, imitar quem aparece na tela e torcer para a pontuação entender a sua intenção artística. Decades of Hits segue essa receita e coloca a nostalgia no centro da pista, reunindo sucessos de várias épocas em uma edição pensada tanto para fãs antigos quanto para quem só quer transformar a sala em pista de dança por alguns minutos.
Esta edição acerta principalmente ao tratar a música como ponto de encontro. Há faixas para gostos e idades diferentes, modos para variar o ritmo e uma campanha que tenta dar um fio condutor à seleção. O pacote parece convidativo para jogar em grupo mas há ressalvas sobre captura de movimentos, navegação e a presença de conteúdo adicional pago. Chega mais que eu te conto!
Setlist: 35 faixas para atravessar gerações…
Com a lista completa em mãos, a contagem fecha em 35 músicas, passando pelos anos 1970, 1980, 1990, 2000, 2010 e 2020. A seleção mistura clássicos dançantes, pop, rock, hip-hop e faixas mais recentes.
Anos 1970
•“ABC” — The Jackson 5
•“Come and Get Your Love” — Redbone
•“Crocodile Rock” — Elton John
•“Mamma Mia” — ABBA
Anos 1980
•“Celebration” — Kool & the Gang
•“Jump” — Van Halen*
•“Uptown Girl” — Billy Joel
•“Into the Groove” — Madonna
•“It’s Tricky” — Run-DMC
Anos 1990
•“Around the World” — Daft Punk
•“Coconut” — SMiLE.dk
•“Just a Girl” — No Doubt
•“No Scrubs” — TLC
•“Sing Hallelujah!” — Dr. Alban
•“Wannabe” — Spice Girls

Anos 2000
•“Bye Bye Bye” — *NSYNC
•“Feel Good Inc.” — Gorillaz
•“In Too Deep” — Sum 41
•“Starlight” — The Supermen Lovers feat. Mani Hoffman
•“Stronger” — Britney Spears
Anos 2010
•“Danza Kuduro” — Don Omar & Lucenzo
•“Give Me Everything” — Pitbull feat. Ne-Yo, Afrojack & Nayer
•“Hello” — Martin Solveig & Dragonette
•“Santa Tell Me” — Ariana Grande
•“Turn Down for What” — DJ Snake & Lil Jon
Anos 2020
•“Across All Time” — Lyra Gigavolt
•“drop dead” — Olivia Rodrigo
•“Hi Lyfe” — Cult of Sound
•“HOT TO GO!” — Chappell Roan
•“Manchild” — Sabrina Carpenter
•“Midnight Sun” — Zara Larsson
•“MORE & MORE” — TWICE
•“NUEVAYoL” — Bad Bunny
•“Supersonic” — Lyra Gigavolt
•“The Singing Garden” — Hyacinth
O que há de novo

A principal novidade é o Adventure Mode, uma campanha protagonizada por Lyra, que parte em busca do pai, Dr. Gigavolt, atravessando mundos temáticos ligados a diferentes décadas. A jornada combina dança, pequenas atividades, perguntas sobre referências culturais e recompensas. É uma moldura narrativa para passear pelo repertório, não uma aventura que tenta roubar o palco das músicas.
Outra mudança importante é a biblioteca unificada: músicas de edições recentes, pacotes e faixas do Just Dance+ podem aparecer no mesmo ambiente e ser organizadas em playlists. Filtros por década, gênero e outros critérios ajudam a procurar conteúdo. A ideia é prática, mas a busca também pode exibir faixas que dependem de compra ou assinatura. Para mim, isso soa como uma vitrine comercial um pouco insistente, ainda que não interrompa a dança em si.
Gameplay e modos…

A estrutura continua direta: acompanhar o dançarino na tela, antecipar os passos pelos pictogramas e tentar reproduzir a coreografia para acumular pontos. O sistema é acessível para sessões casuais, mas há inconsistências no reconhecimento por parte da câmera do celular, movimentos que parecem corretos podem render menos pontos do que o esperado, enquanto outros movimentos menos precisos podem pontuar melhor. Isso pode incomodar quem busca recordes; para uma partida entre amigos, a tolerância também ajuda a manter a brincadeira fluindo.
Além do modo aventura, trmos também o Party Mode, com interferências visuais, palmas e mudanças de regras durante as músicas; modo local, para jogar em cooperação ou competição; multiplayer online, com salas privadas, partidas ranqueadas e cross-play; e modo Exercício/Sweat. O Party Mode acrescenta surpresas mas variedade poderia ser maior. A campanha parece um complemento simpático, com quizzes simples e apelo mais leve.
Celular como controle e captura de movimentos…

No Xbox Series, plataforma utilizada para o teste, Just Dance exige o uso do aplicativo Just Dance Controller, disponível para smartphones. Com ele, o celular funciona como um controle de movimento, registrando os movimentos dos braços enquanto o jogador acompanha as coreografias. Outra possibilidade é utilizar a câmera do próprio smartphone para realizar a captura corporal, permitindo jogar sem precisar segurar o aparelho durante as músicas.
Essa alternativa torna a experiência mais prática e oferece maior liberdade de movimento, já que o jogador pode dançar com as mãos livres. No entanto, a precisão da captura e a compatibilidade dos diferentes modos podem variar de acordo com a configuração utilizada. Ainda assim, a proposta de utilizar o smartphone como ferramenta de reconhecimento de movimentos é uma solução interessante para tornar a experiência mais acessível.
Dançar também conta como exercício?

O modo Exercício é um recurso interessante para quem deseja transformar a dança em uma atividade física mais frequente. Ele registra o tempo de atividade, apresenta estimativas de calorias gastas e permite estabelecer metas e criar rotinas de exercícios. Embora seja um incentivo para sair do sofá e se movimentar, é importante lembrar que os números apresentados são apenas estimativas, não representando uma avaliação médica ou garantia de perda de peso. No fim, o maior mérito desse modo está em unir música, diversão e atividade física de maneira descontraída. Os resultados dependem da frequência, intensidade dos exercícios, alimentação e descanso, mas transformar a dança em um hábito prazeroso já é um ponto bastante positivo
Animações e coreografias
Visualmente, Just Dance entrega apresentações bastante coloridas, com figurinos, cenários e estilos variados para cada música. As coreografias se destacam pela criatividade e diversidade, trazendo diferentes dançarinos e performances que dão personalidade às faixas. Os pictogramas também ajudam a antecipar os movimentos, mas nem sempre são suficientes para acompanhar todos os passos, principalmente em músicas mais rápidas ou com vários personagens na tela.
Apesar do espetáculo visual, em alguns momentos o excesso de elementos pode dificultar a identificação dos próximos movimentos. Seria interessante contar com opções para praticar determinadas sequências em velocidade reduzida ou repetir trechos específicos, facilitando o aprendizado das coreografias. Ainda assim, a variedade artística e o cuidado com as apresentações são pontos positivos da experiência.
Resumindo…

Just Dance: Decades of Hits é uma edição que entende bem a essência da franquia: oferecer uma seleção musical variada, apresentações cheias de personalidade e modos que tornam a dança ainda mais divertida, especialmente quando compartilhada com amigos e familiares. O Adventure Mode é um extra interessante, enquanto a proposta de reunir diferentes conteúdos em uma única biblioteca tem potencial para ampliar a experiência.
A nota não é maior porque alguns problemas de precisão na captura de movimentos podem frustrar quem gosta de competir por pontuações, além de certas coreografias apresentarem dificuldades de leitura durante as músicas mais rápidas. A integração com conteúdos pagos também poderia ser mais intuitiva. Ainda assim, o jogo se destaca muito mais como uma experiência divertida, descontraída e capaz de incentivar a atividade física do que como uma ferramenta de avaliação técnica de dança. Para quem gosta de música e quer se divertir com grandes sucessos de diferentes épocas, Just Dance: Decades of Hits é uma ótima pedida.
Review - Just Dance: Decades of Hits (2026)
Seleção musical ampla, com sucessos de diferentes décadas e apelo para grupos variados. - 9.5
Modos local, online e de exercício ampliam as formas de jogar. - 9.5
Adventure Mode adiciona uma trilha temática para descobrir músicas. - 9
Identidade visual, figurinos e coreografias criativas. - 9
Biblioteca integrada e filtros podem facilitar a organização de faixas - 8.5
Reconhecimento de movimentos pode ser inconsistente, sobretudo para quem quer pontuação alta. - 7.5
Câmera e múltiplos dançarinos podem prejudicar a leitura de algumas coreografias. - 7
Party Mode é limitado, e a campanha tem narrativa e quizzes simples. - 7
8.4
Muito Bom!
Just Dance: Decades of Hits parece entender bem onde a série funciona melhor: uma seleção musical variada, apresentações com identidade e modos que convidam a dançar acompanhado. Adventure Mode é um extra bem-vindo, e a possibilidade de reunir conteúdo numa biblioteca só tem potencial para facilitar a vida. Mas a captura imprecisa pode frustrar quem leva a pontuação a sério.

