Reviews
Review: DOOM The Dark Age

Ah, DOOM! O nome por si só já evoca imagens de demônios desmembrados, trilhas sonoras que fazem o coração disparar e uma jogabilidade que é pura adrenalina. É um fenômeno cultural, um jogo que transcendeu as barreiras do entretenimento e se tornou um meme por si só – afinal, quem nunca viu o DOOM rodando em uma calculadora, um PDF ou até mesmo em um teste de gravidez? A franquia tem essa magia de se adaptar a qualquer tela, provando sua grandiosidade e o impacto que tem na cultura pop.
Depois do aclamado e frenético DOOM Eternal, que elevou a matança de demônios a um novo patamar de velocidade e estratégia, a id Software nos presenteia com DOOM The Dark Age. E o que esperar? Uma pegada mais medieval, com um Slayer ainda mais brutal, mas em um cenário que remete a tempos antigos. Prepare-se para um DOOM como você nunca viu, mas com a mesma essência que amamos.
História…
Agora, vamos mergulhar na história de DOOM The Dark Age. Para a alegria dos fãs e para quem está chegando agora, o jogo é um prequel dos aclamados DOOM (2016) e DOOM Eternal. Isso significa que ele se passa antes dos eventos que já conhecemos, nos dando uma visão mais aprofundada das origens do nosso querido DOOM Slayer e de sua eterna batalha contra as forças do Inferno. É uma oportunidade de ver o Slayer em seus primórdios, em um cenário que mistura a brutalidade de DOOM com uma estética medieval sombria.
No entanto, e isso é importante ressaltar, o enredo em DOOM, como de costume, é secundário à ação. Não me entenda mal, a história é interessante e adiciona camadas ao universo, mas o foco principal é a matança desenfreada de demônios. Você não precisa ter jogado os títulos anteriores para aproveitar The Dark Age. A id Software sempre foi mestre em criar experiências que são divertidas por si só, sem a necessidade de um conhecimento aprofundado da lore. Então, se você é novato na franquia, pode pular de cabeça sem medo de perder o fio da meada. A diversão é garantida, independentemente do seu nível de familiaridade com o universo DOOM.
Gameplay…
Agora, vamos ao que interessa: a jogabilidade de DOOM The Dark Age. Se você é fã da franquia, sabe que o coração de DOOM reside em seu combate visceral e frenético, e The Dark Age não decepciona. A id Software conseguiu manter a essência que amamos, ao mesmo tempo em que introduziu elementos novos que se encaixam perfeitamente na temática medieval. O arsenal é, como sempre, um show à parte. Além das clássicas escopetas, metralhadoras e lança-foguetes que já são a marca registrada de DOOM, The Dark Age nos apresenta a um conjunto de armas que se alinham com a nova ambientação. O destaque vai para o mangual e o escudo, que não são apenas adições estéticas, mas ferramentas brutais para desmembrar demônios.
O mangual permite ataques devastadores em área, enquanto o escudo pode ser usado para bloquear ataques inimigos e até mesmo para contra-atacar, abrindo novas possibilidades táticas no calor da batalha. A sensação de poder que essas armas proporcionam é indescritível, e cada golpe é recompensador. As finalizações, ou Glory Kills, continuam sendo um dos pilares da jogabilidade. Aqueles momentos em que você atordoa um demônio e o finaliza de forma brutal, recuperando vida e munição, são mais satisfatórios do que nunca.

Elas mantêm o ritmo acelerado do combate, incentivando o jogador a se manter na ofensiva e a não parar de se mover. A variedade de finalizações é impressionante, e cada uma delas é um espetáculo de violência coreografada. Os inimigos, como esperado, vêm em variados tamanhos e formas, desde os mais básicos até os gigantescos e aterrorizantes chefes. Cada tipo de demônio exige uma abordagem diferente, forçando o jogador a adaptar suas táticas e a utilizar todo o arsenal à sua disposição. A inteligência artificial dos inimigos é desafiadora, e eles não hesitarão em te cercar e te pressionar, garantindo que o ritmo do jogo seja sempre frenético e que você esteja constantemente em movimento.
As cutscenes estão presentes, mas a id Software parece ter aprendido com as críticas de jogos anteriores. Elas são mais concisas e servem para impulsionar a narrativa sem quebrar o fluxo da ação de forma abrupta. O foco principal é sempre a jogabilidade, e as cutscenes são apenas um tempero para a experiência, adicionando contexto e momentos épicos sem tirar o jogador do controle por muito tempo. Em resumo, DOOM The Dark Age é um festival de adrenalina, com um combate que é ao mesmo tempo familiar e inovador, e que te mantém grudado na tela do início ao fim.
Exploração…

Além da carnificina desenfreada, DOOM The Dark Age também oferece um elemento de exploração que recompensa os jogadores mais curiosos. Os mapas são bem projetados, com áreas secretas e caminhos alternativos que incentivam a exploração. Não é apenas sobre ir do ponto A ao ponto B atirando em tudo que se move; há um mundo a ser descoberto, mesmo que seja um mundo infestado de demônios. Durante sua jornada, você encontrará diversos itens que podem ser coletados para melhorar suas armas e habilidades. Isso inclui desde aprimoramentos para o seu arsenal até armaduras que aumentam sua resistência. A busca por esses itens adiciona uma camada de progressão e personalização, permitindo que você adapte o Slayer ao seu estilo de jogo.

E para os caçadores de segredos, há uma infinidade de colecionáveis espalhados pelos cenários, como bonecos do Doom Guy e customizações que servem como easter eggs e recompensas visuais. Os pequenos puzzles também fazem parte da experiência de exploração. Eles não são excessivamente complexos, mas exigem um pouco de observação e raciocínio para serem resolvidos. A recompensa por desvendar esses enigmas geralmente são itens valiosos ou acesso a áreas secretas, o que torna a busca por eles ainda mais gratificante. É um bom equilíbrio entre a ação ininterrupta e momentos de pausa para pensar e explorar.
E para quem gosta de um desafio extra, o jogo oferece capítulos opcionais que podem aumentar significativamente o tempo de gameplay. Essas áreas geralmente apresentam inimigos mais difíceis ou desafios específicos, e são perfeitas para quem quer testar suas habilidades e extrair o máximo da experiência. É uma ótima maneira de prolongar a diversão e de se aprofundar ainda mais no universo de DOOM The Dark Age, sem a necessidade de apenas “passar por cima de todo mundo feito um caminhão desgovernado”.
Dificuldade…

Um dos pontos altos de DOOM The Dark Age, e que merece destaque, é a flexibilidade nos níveis de dificuldade. A id Software realmente pensou em todos os tipos de jogadores, desde os novatos que querem apenas curtir a carnificina sem muita dor de cabeça, até os veteranos que buscam um desafio insano. O jogo oferece diferentes níveis de dificuldade que podem ser ajustados a qualquer momento durante a campanha, o que é uma benção para quem quer experimentar ou para quem se vê em um aperto. Mas o que realmente brilha é a possibilidade de personalizar ainda mais a dificuldade. Além dos presets tradicionais, The Dark Age introduz um sistema de “sliders” que permite ao jogador ajustar diversos parâmetros da jogabilidade.

Quer inimigos mais rápidos? Menos munição? Mais dano dos projéteis? Tudo isso pode ser modificado ao seu gosto. Essa granularidade na personalização concede níveis ainda maiores de dificuldades, permitindo que você crie a experiência perfeita para o seu estilo de jogo. É como ter um modo “Ultra-Pesadelo” sob medida, mas com a liberdade de aliviar a barra se a coisa ficar feia. Essa é uma sacada genial que aumenta muito o fator replay e a acessibilidade do game, garantindo que cada jogador possa encontrar o seu ponto ideal de desafio.
Vale a pena?

Depois de toda essa carnificina e exploração, a pergunta que fica é: DOOM The Dark Age vale a pena? E a resposta, sem rodeios, é um sonoro SIM! A id Software conseguiu mais uma vez entregar uma experiência que honra o legado da franquia, ao mesmo tempo em que inova e surpreende. É um jogo que te prende do início ao fim, com um ritmo alucinante e uma jogabilidade viciante.
É a prova de que DOOM não é apenas sobre atirar em demônios, mas sobre a sensação de poder, a adrenalina do combate e a satisfação de superar desafios. A pegada medieval adiciona um frescor à fórmula, e as novas armas e mecânicas se encaixam perfeitamente na proposta. Se você é fã de DOOM, ou se está procurando um FPS que te faça sentir como um verdadeiro caçador de demônios, The Dark Age é uma compra obrigatória.
Review: DOOM The Dark Age
Combate frenético e visceral - 10
Arsenal diversificado e brutal - 10
Estilo visual e sonoro impecáveis - 10
Exploração recompensadora - 9.5
Personalização da dificuldade - 9.5
Enredo secundário - 8.5
Pode ser repetitivo para alguns - 8.5
9.4
Excelente!
DOOM The Dark Age é um triunfo da id Software, um jogo que prova que a franquia ainda tem muito a oferecer. É uma experiência imperdível para os fãs e uma excelente porta de entrada para os novatos.

