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Review: Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok [Switch 2]

Uma Jornada Celestial em Portátil

Após meses de espera, finalmente pude colocar as mãos no Nintendo Switch 2 para explorar os céus de Zegagrande. Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok não é apenas um porta para o novo console da Nintendo, mas uma versão definitiva que promete encantar tanto os veteranos da franquia quanto os recém-chegados. Mas será que a experiência em portátil consegue capturar a essência do que fez o RPG de ação da Cygames brilhar nas plataformas de última geração?

Uma História de Céus Abertos e Destinos Entrelaçados…

A franquia Granblue Fantasy nasceu nos celulares em 2014, mas foi com o RPG de ação Relink que o universo ganhou uma nova dimensão nos consoles. O jogo nos joga direto na ação, apresentando o protagonista Gran e sua tripulação de skyfarers a bordo do aerobarco Grandcypher. A narrativa foca na busca pela mítica terra de Estalucia e na proteção de Lyria, uma jovem com a habilidade única de se comunicar com os Primals criaturas divinas e aterrorizantes. O que me chamou a atenção foi como a história não se prende a longas explicações de lore. Mesmo sendo um capítulo intermediário de uma narrativa muito maior, o desenvolvimento da Cygames consegue criar uma dinâmica de grupo cativante. Os personagens têm personalidades bem definidas e a dublagem japonesa, com vozes veteranas como Yukari Tamura e Saori Hayami, adiciona uma camada de emoção genuína aos momentos de tensão. É uma aventura de power fantasy clássica, onde a camaradagem e a luta contra as forças malignas do Império imperam.

O Equilíbrio entre Complexidade e Acessibilidade…

No coração de Granblue Fantasy: Relink está um sistema de combate de ação rápido e envolvente. Controlamos uma equipe de até quatro personagens, alternando o controle direto entre eles ou deixando a inteligência artificial comandar os companheiros. Cada herói possui um estilo de luta distinto desde espadas pesadas e ágeis até magia de longo alcance e suporte e a personalização é profunda. Com o sistema de progressão, utilizamos pontos de maestria para desbloquear novas habilidades e Artes Celestiais, golpes devastadores que carregam uma barra de energia durante as batalhas. A campanha principal é relativamente curta, com cerca de 15 horas, mas o verdadeiro tesouro do jogo reside no endgame. O foco de Relink são as missões, que variam desde derrotas de chefes massivos até modos de sobrevivência e horda.

O modo multijogador cooperativo (com crossplay entre todas as plataformas) é onde o jogo realmente brilha, exigindo coordenação de equipe para enfrentar desafios mais difíceis. Com a expansão Endless Ragnarok, a Cygames introduziu novidades interessantes. O destaque é a mecânica de Summons, que permite invocar criaturas gigantescas para causar dano massivo em batalhas que lembram os encontros épicos de Final Fantasy. Além disso, o novo modo Conflux traz uma abordagem roguelite às missões secundárias, permitindo construir combinações de habilidades aleatórias (Auras e Boons) para destruir os inimigos de forma ainda mais criativa.

Performance e Gráficos no Switch 2…

O Nintendo Switch 2 é uma máquina impressionante, mas portar um jogo exigente como Relink sempre exige sacrifícios. A versão para PC e PS5 roda a 60 FPS, enquanto no Switch 2 o jogo foi travado em 30 FPS. Inicialmente, isso pode parecer um retrocesso, mas a equipe de desenvolvimento priorizou a estabilidade. Durante a maior parte da minha jogabilidade, os 30 FPS se mantiveram consistentes, o que é crucial para um jogo de ação. No entanto, o frame pacing (a uniformidade com que os quadros são exibidos) apresenta algumas oscilações, o que pode tornar a fluidez um pouco inferior à dos consoles de última geração, especialmente em batalhas repletas de efeitos visuais. No modo portátil, a resolução é reduzida para garantir a performance, o que resulta em uma imagem mais borrada quando a tela é preenchida por inimigos e magias. Ainda assim, a direção de arte vibrante e os modelos cel-shaded conseguem esconder muito dessas limitações técnicas. O estilo visual permanece deslumbrante, e a sensação de liberdade ao olhar o horizonte do aerobarco Grandcypher é tão imersiva no portátil quanto na TV.

Trilha Sonora e Ambientação…

A ambientação de Relink é um dos seus maiores trunfos. Os cenários, embora funcionem como arenas de combate, são ricamente detalhados e transmitem a grandiosidade do mundo dos céus. A transição entre as cidades-hub aconchegantes e as masmorras caóticas é bem executada, criando um ciclo de jogo satisfatório. A trilha sonora, agora incluindo as composições de Tsutomu Narita para a expansão, continua sendo um pilar fundamental da experiência. As músicas de batalha são vibrantes e épicas, elevando a adrenalina de cada confronto contra os chefes. O som ambiente e os efeitos sonoros dos golpes contribuem para a sensação de impacto que define o combate do jogo.

Resumindo…

Em resumo, Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok no Switch 2 é uma adaptação surpreendentemente sólida de um dos melhores RPGs de ação recentes. A experiência em portátil é cativante, permitindo que os jogadores mergulhem na busca por itens e batalhas cooperativas em qualquer lugar. A expansão traz conteúdo substancial que justifica o retorno, especialmente com o novo modo roguelite e as invocações. Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok prova que é possível trazer uma experiência de RPG de ação de alta qualidade para o Nintendo Switch 2, mesmo com algumas concessões técnicas. O ciclo de jogo viciante de coletar itens, melhorar personagens e enfrentar desafios crescentes é perfeitamente adaptável para sessões de jogo em portátil ou na TV. Se você é fã de JRPGs e busca uma experiência rica em combate e personalização, esta é uma das melhores opções disponíveis no console da Nintendo. Prepare-se para elevar o Grandcypher e conquistar os céus!

Review: Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok [Switch 2]

Combate fluido, rápido e altamente satisfatório. - 9.5
Direção de arte e design de personagens excepcionais. - 9.5
Grande quantidade de conteúdo no pós-jogo com a expansão Endless Ragnarok. - 9
Funcionalidade multijogador com crossplay. - 9
Novidades da expansão, como as invocações (Summons) e o modo roguelite (Conflux). - 8.5
Travado em 30 FPS com frame pacing ocasionalmente irregular no Switch 2. - 7.5
A campanha principal é curta e a história da expansão é um pouco esquecível. - 7.5
Redução de nitidez é notável no modo portátil durante batalhas intensas. - 7

8.4

Muito Bom!

Sem dúvida alguma, vale a pena. Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok prova que é possível trazer uma experiência de RPG de ação de alta qualidade para o Nintendo Switch 2, mesmo com algumas concessões técnicas

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Eduardo Lino

Olá, Eu sou o Edu! Sou o criador do portal de notícias Gamer Spoiler. Apaixonado por games desde pequeno e jornalista nas horas vagas!
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