Review – Marvel’s Wolverine

Marvel’s Wolverine coloca Logan em uma campanha focada na brutalidade e no estilo mais direto do personagem. A Insomniac Games aposta em combates intensos, perseguições, chefes e sequências cinematográficas, aproveitando a regeneração e a agressividade de Wolverine como parte central da experiência. O jogo funciona melhor quando mantém esse ritmo mas algumas escolhas, como o excesso de orientação, certos trechos previsíveise o pouco conteúdo depois da campanha, acabam limitando o conjunto.
História: passado, mutantes e antigas conexões
A campanha apresenta uma versão própria do universo de Wolverine, colocando Logan novamente em contato com Nathaniel Essex e com acontecimentos relacionados ao Team X. Depois de se afastar desse passado, ele acaba envolvido em uma nova ameaça contra os mutantes, enquanto antigas relações e acontecimentos começam a ganhar importância.

Ainda assim, senti falta de uma personalidade mais agressiva e mal-humorada em alguns momentos. O roteiro também explica situações simples com frequência, principalmente durante as missões, quando Logan repete objetivos ou comenta aquilo que precisa fazer. Algumas revelações seguem caminhos previsíveis, fazendo com que a história funcione melhor pelo desenvolvimento do personagem do que pelas próprias surpresas.
Gameplay: Wolverine funciona melhor quando parte para cima…
Logan possui ataques médios e fortes, habilidades especiais, parrys, esquivas e contra-ataques, enquanto novos inimigos passam a exigir respostas diferentes durante a campanha. A violência possui bastante espaço, com golpes brutais e finalizações que combinam com o personagem. A barra de fúria também cresce durante os confrontos e, quando ativada, muda a apresentação para preto, branco e vermelho enquanto Wolverine passa a atacar com ainda mais intensidade.

A regeneração faz parte diretamente do sistema, permitindo utilizar a fúria para recuperar vida durante as lutas. Em alguns momentos, as habilidades mutantes são temporariamente reduzidas, afetando tanto a cura quanto o acúmulo dessa barra. Na dificuldade normal, muitos confrontos não chegam a ser difíceis, mas a combinação de ataques, parrys e esquivas mantém as batalhas rápidas e satisfatórias.
Chefes e perseguições
Os confrontos contra chefes ajudam a variar o ritmo ao colocar Wolverine diante de mutantes, máquinas e outras ameaças. A dificuldade oscila bastante entre essas batalhas, mas algumas entregam bons momentos de espetáculo e ajudam a quebrar a repetição dos combates comuns. As perseguições de moto também aparecem em alguns trechos e funcionam como pequenas mudanças de ritmo entre a ação e a exploração. Como a campanha segue uma estrutura bastante linear, esses momentos acabam sendo importantes para trazer variedade ao longo da aventura.

Exploração e orientação até demais…
A exploração é prejudicada pelo excesso de ajuda, os sentidos de Wolverine destacam objetivos, inimigos e até colecionáveis em azul, sem uma opção para desativar completamente o sistema. Como os cenários normalmente possuem caminhos bastante diretos, essa quantidade de informação parece desnecessária e reduz a sensação de encontrar algo sozinho.
Os diálogos também reforçam frequentemente o próximo objetivo, enquanto os Quick Time Events aparecem apenas em momentos específicos e são simples de executar. O conjunto deixa claro que o jogo prefere conduzir o jogador constantemente em vez de permitir que ele descubra as coisas por conta própria.

A campanha levou cerca de 17 horas para ser concluída, podendo chegar próximo das 20 horas para quem quiser encontrar praticamente tudo. Existem placas de nanomateriais usadas para liberar roupas, garrafas de uísque relacionadas a habilidades e desafios ligados ao passado de Wolverine. Depois dos créditos, porém, sobra pouco além de procurar aquilo que ficou para trás ou repetir a campanha em uma dificuldade maior.
Gráficos: boa apresentação cinematográfica…
Marvel’s Wolverine apresenta bons modelos de personagens, animações fluidas e uma violência visual que combina com a proposta. A câmera funciona especialmente bem durante os momentos mais intensos e ajuda a transmitir o peso dos golpes, embora possa ficar menos confortável em algumas batalhas. Os ambientes possuem resultados mais variados. Algumas áreas apresentam boa iluminação e cenários interessantes, enquanto locais mais fechados acabam repetindo estruturas e possuem menor variedade visual.

A trilha sonora acompanha bem os momentos de ação, mas poucas faixas realmente se destacam. Liam McIntyre entrega uma boa atuação como Wolverine, enquanto Troy Baker também funciona bem como Nathaniel Essex.
Resumindo
Marvel’s Wolverine funciona melhor quando aposta na brutalidade de Logan. O combate possui peso, a fúria e a regeneração combinam bem com o personagem e alguns chefes entregam bons momentos. O excesso de orientação, uma história previsível em alguns trechos e o pouco conteúdo depois da campanha impedem que a experiência vá além. Ainda é uma boa aventura para fãs de Wolverine, mas fica mais fácil recomendá-la durante uma promoção do que pelo preço cheio.
Marvel Wolverine
Historia - 7.5
Gameplay - 7.5
Graficos - 7.5
Áudio - 7.5
7.5
Bom
Marvel's Wolverine acerta nos combates brutais e na apresentação, mas perde força pelo excesso de orientação, história previsível e pouco conteúdo após a campanha.

