Reviews e Previews

Review – My Hero Academia: All’s Justice

O Último Grito de um Anime Épico?!

A gente sabe que quando o assunto é anime e videogame a expectativa já vai às alturas. Existe algo especial quando uma obra que conquistou milhões de fãs ganha vida nas nossas mãos através de um controle. E comigo não foi diferente quando comecei a jogar My Hero Academia: All’s Justice. Não era só mais um título baseado em anime, era o capítulo final de uma jornada que acompanhei por anos. Estamos falando de um game que chega com a missão de fechar um ciclo importante, tanto para o anime quanto para a franquia nos consoles. A responsabilidade aqui é enorme.

Não se trata apenas de adaptar lutas épicas ou recriar cenas marcantes, mas de entregar um desfecho à altura de uma história que cresceu junto com seus personagens,  e com seus fãs. Depois de tantas batalhas, rivalidades intensas e momentos emocionantes, a pergunta que fica é: será que All’s Justice consegue honrar o legado da série e proporcionar a despedida que My Hero Academia merece? É exatamente isso que vamos descobrir nesta análise.

A Batlha Final nos nossas mãos…

O game mergulha de cabeça no arco final da história, a tão aguardada Batalha Final entre Heróis e Vilões. Esqueça a jornada completa do Deku desde o início; aqui, o foco é total nos eventos climáticos, nas batalhas decisivas contra figurões como Tomura Shigaraki e All For One. A narrativa é apresentada em uma estrutura de capítulos não lineares, o que, confesso, pode ser um pouco confuso para quem não está com a história fresquinha na memória ou para os novatos na franquia. A ideia é que você vivencie os eventos de personagem a personagem, sem uma ordem cronológica rígida, o que pode fazer com que até mesmo os fãs mais assíduos se percam um pouco na linha do tempo.

No entanto, para quem acompanhou o anime de perto, a sensação é de revisitar cenas conhecidas, agora com outro ritmo, e com a possibilidade de influenciar o desfecho com suas próprias mãos. A Bandai Namco se preocupou em trocar parte da contemplação pela ação, colocando o jogador no controle dos momentos mais dramáticos. Para os recém-chegados, o jogo tenta dar alguns contextos, mas é inegável que ele foi pensado como uma celebração para os fãs, assumindo que você já conhece a rivalidade e a dimensão da ameaça em jogo. As cinemáticas, que deveriam ser um ponto alto, infelizmente, alternam entre cenas bem animadas e frames do anime com pouca animação, o que quebra um pouco a imersão.

Pancadaria Acessível com Toques de Estratégia…

O gameplay de My Hero Academia: All’s Justice se joga na arena 3D, mas com uma pegada bem arcade, focando nas Individualidades de cada personagem. A grande sacada aqui é o sistema de Tag Team, que permite alternar entre três personagens selecionados a todo momento, abrindo um leque de possibilidades para combos e estratégias. Esse sistema de combate 3×3 em arena 3D é o coração do jogo, e a Bandai conseguiu um equilíbrio interessante entre acessibilidade e profundidade.

Para os jogadores mais casuais, basta apertar um único botão para realizar combos básicos e ver os efeitos especiais tomarem conta da tela. O jogo até oferece um modo de controle ‘Normal’ que automatiza o encadeamento de golpes e especiais, permitindo que qualquer um pegue o controle e se divirta sem grandes complicações. No entanto, para aqueles que buscam mais desafio e querem dominar as mecânicas, o modo ‘Manual’ oferece total controle sobre as combinações, incentivando a experimentação e a criação de combos personalizados. A sensação geral do combate, porém, pode ser um pouco lenta em comparação com outros títulos do gênero, com um tempo de recuperação de ataques que, por vezes, torna a pancadaria menos dinâmica.

Um Espetáculo para os Fãs…

 

Visualmente, My Hero Academia: All’s Justice não decepciona. Os modelos dos personagens são fiéis ao estilo do anime, com efeitos de luz e explosões que dão peso a cada golpe. As onomatopeias na tela e a tela de K.O. são toques estilosos que remetem diretamente ao mangá e ao anime. Embora alguns cenários possam parecer um pouco vazios e com pouco uso de cel-shading , a direção de arte se preocupa em traduzir o contraste entre o cotidiano escolar e o caos das batalhas, resultando em arenas chamativas e uma encenação que valoriza o impacto emocional. A trilha sonora é um show à parte, com músicas que empurram a adrenalina e marcam os clímax das batalhas, mantendo a energia lá em cima. A dublagem em japonês, com as mesmas entonações do anime, é de alto nível e muito presente, mesmo que nem todos os diálogos sejam dublados.

O único ponto negativo aqui é a ausência total de tradução para o português brasileiro, o que é uma pena, já que o mercado brasileiro é um dos maiores consumidores da franquia.  É um adeus digno, que nos deixa com a sensação de ter participado ativamente da Guerra Final. Para os fãs, é um prato cheio, mas para os novatos, pode ser uma experiência um pouco mais desafiadora e menos imersiva devido à falta de contexto e localização. Ainda assim, a Bandai conseguiu entregar um título que celebra a franquia em seu auge, mesmo com as limitações inerentes ao gênero de arena fighter.

Novidades no Combate e Combinações Insanas…

Uma das novidades que mais me chamou a atenção foi a barra de Rising. Ela enche conforme você apanha ou acerta golpes e, quando ativada, concede melhorias temporárias de força, velocidade e propriedades específicas para cada personagem. É a clássica mecânica de comeback que a gente adora, dando um gás extra nas lutas. Além disso, os ataques Plus Ultra estão de volta, com animações cinematográficas que fazem jus ao poder dos heróis e vilões. A possibilidade de trocar de personagem no meio dos combos é um diferencial, permitindo criar sequências de ataques mais longas e devastadoras, com sinergias táticas entre os Quirks da sua equipe.

Cenários Destrutíveis e Poluição Visual…

Os cenários das lutas são um capítulo à parte. Muitos deles são cheios de obstáculos e desnivelamentos, o que pode atrapalhar um pouco a movimentação e o uso de alguns poderes. No entanto, as arenas são destrutíveis, e é divertido ver a bagunça na tela com os especiais mais extravagantes. Essa destrutibilidade, aliada aos efeitos visuais exagerados, cria um espetáculo constante, mas, em alguns momentos, a tela pode ficar visualmente poluída, dificultando a leitura da ação. Apesar disso, a variedade de ambientes, que vão de áreas urbanas a desertos, e a presença de objetos interativos, como carros que explodem, adicionam um toque interessante às batalhas.

Customização e um Elenco de Peso…

Quando o assunto é customização, My Hero Academia: All’s Justice oferece algumas opções para personalizar seus personagens com figurinos e outros itens. No entanto, algumas skins que aparecem no modo história não podem ser usadas fora dele, o que pode ser um pouco frustrante para os fãs. Mas o grande destaque, sem dúvida, é o elenco gigantesco de personagens. O jogo reúne desde os heróis mais poderosos, como All Might, até os mais excêntricos, como Mineta, ao o todo, são 68 personagens e o mais legal é que não há um herói repetido em termos de mecânicas. Mesmo quando existem diferentes versões de um mesmo personagem, elas se comportam de maneiras distintas, o que torna a experiência de aprender a jogar com cada um muito divertida. É um verdadeiro presente para os fãs, que terão a oportunidade de jogar com seus personagens favoritos em suas versões mais poderosas.

Resumindo…

My Hero Academia: All’s Justice é, sem dúvida, um jogo feito para os fãs da franquia. Ele entrega um espetáculo visual e sonoro que remete diretamente ao anime, com um elenco vasto e um sistema de combate que, apesar de algumas falhas, é divertido e acessível. A imersão na Guerra Final e a possibilidade de revisitar momentos icônicos são pontos altíssimos para quem acompanha a jornada de Deku.

No entanto, o jogo não está isento de problemas. A narrativa não linear do modo história pode ser confusa para quem não está totalmente atualizado com o anime , e a repetição de algumas batalhas pode gerar um certo cansaço. A dificuldade, por vezes, é artificialmente alta, especialmente nas batalhas finais, o que pode ser frustrante. Além disso, a ausência de legendas em português brasileiro é um ponto negativo considerável, limitando a acessibilidade para uma parte importante do público.

Review - My Hero Academia: All's Justice

Elenco definitivo e diversificado - 9.5
Alta fidelidade ao anime, com gráficos e efeitos visuais - 8.5
Gameplay acessível, ideal tanto para iniciantes quanto para veteranos. - 8.5
Narrativa confusa no modo história não linear, especialmente para quem não acompanha o anime. - 7.5
Repetitividade em algumas missões e batalhas. - 7
Cenários pouco marcantes, que podem parecer vazios apesar da destruição - 7

8

Muito Bom!

My Hero Academia: All's Justice é, sem dúvida, um jogo feito para os fãs da franquia. Ele entrega um espetáculo visual e sonoro que remete diretamente ao anime, com um elenco vasto e um sistema de combate que, apesar de algumas falhas, é divertido e acessível, mas não está isento de problemas.

Mostrar mais

Eduardo Lino

Olá, Eu sou o Edu! Sou o criador do portal de notícias Gamer Spoiler. Apaixonado por games desde pequeno e jornalista nas horas vagas!
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Botão Voltar ao topo
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x
Gamer Spoiler
Resumo de Privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e desempenham funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar a nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.