Reviews e Previews
Review – The Rogue Prince of Persia [Nintendo Switch 2]
O Parkour implacável que redefine a lenda!

A franquia Prince of Persia é uma das mais veneráveis e influentes da história dos videogames, com uma trajetória que remonta a 1989, quando Jordan Mechner introduziu o mundo a um dos primeiros e mais icônicos jogos de plataforma. Após a aquisição pela Ubisoft, a série ganhou um novo fôlego com a aclamada trilogia Sands of Time no início dos anos 2000, consolidando o Príncipe como um mestre do parkour e da manipulação temporal. Em um período de grande relevância para a marca, impulsionado pelo sucesso do metroidvania The Lost Crown, a Ubisoft e a Evil Empire (estúdio por trás de grande parte do conteúdo pós-lançamento de Dead Cells) nos presenteiam com uma nova abordagem: The Rogue Prince of Persia.
Lançado inicialmente em acesso antecipado para PC e posteriormente em sua versão completa para consoles, o título finalmente aterrissa no Nintendo Switch 2, prometendo levar a ação roguelite fluida e viciante para o formato portátil. A questão que se impõe é: será que esta nova incursão no gênero, com seu foco no movimento implacável, consegue honrar o legado da franquia e se destacar em um mercado saturado de roguelites nos portáteis?
O Ciclo Viciante da Morte e do Parkour…
The Rogue Prince of Persia adota uma premissa narrativa simples, mas funcional, que justifica perfeitamente a estrutura roguelite. O Príncipe, munido de uma bola mágica que o ressuscita a cada queda, enfrenta a invasão dos Hunos liderados pelo xamã Nogai, em uma tentativa incessante de salvar a capital persa de Ctesifonte. A história serve como pano de fundo para o verdadeiro protagonista do jogo: o movimento. A Evil Empire, com sua experiência em jogos de ação 2D de ritmo acelerado, elevou o parkour a um sistema central de jogabilidade. Correr pelas paredes, saltar, deslizar e usar impulsos no fundo do cenário não são apenas formas de atravessar os níveis; são a espinha dorsal do combate. A fluidez é ótima e os movimentos ativam o Sopro de Vayu, uma aura dourada que aumenta a velocidade e a sensação de maestria. O jogo recompensa a destreza, transformando o jogador de um novato desajeitado em um verdadeiro profissional do parkour em poucas horas.

O combate é rápido e responsivo, integrando-se perfeitamente ao movimento. O Príncipe pode carregar uma arma principal (adagas rápidas, machados pesados) e uma secundária (arcos, ferramentas de arremesso), além de equipar até nove medalhões que concedem vantagens passivas, permitindo uma vasta experimentação de builds. A progressão é permanente, com as Cinzas da Alma sendo a moeda que permite desbloquear novas armas e melhorias no Oásis, o acampamento central. Apesar de todos os acertos, o jogo não escapa de algumas críticas estruturais. Em comparação com gigantes do gênero como Hades ou o próprio Dead Cells, The Rogue Prince of Persia não é tão profundo e, em certos momentos, menos desafiador. O layout dos níveis, embora gerado proceduralmente, pode se tornar previsível, e o sistema de progressão de fim de jogo perde o ímpeto após a maioria dos itens ser desbloqueada.
Performance no Switch 2…

Visualmente, o jogo é um deleite. O estilo artístico cartunesco e colorido é cheio de personalidade, com animações excepcionalmente suaves que garantem a legibilidade da ação, crucial para um jogo de alta velocidade. Cada bioma é visualmente distinto e caprichado, reforçando a sensação de que, mesmo em um ciclo de repetição, há sempre algo belo para se ver. A trilha sonora acompanha o ritmo frenético do jogo, sendo elétrica e muito cativante. Ela complementa a ação, intensificando a experiência sem se tornar repetitiva, um ponto crucial para um roguelite onde a repetição é inerente.

No que diz respeito à performance no Nintendo Switch 2, o jogo brilha. A otimização é notável, com o arquivo do jogo pesando significativamente menos (cerca de 1.4 GB) do que a versão para o Switch original. O desempenho é consistente, mantendo uma taxa de quadros estável que é essencial para a precisão do parkour e do combate. Embora alguns aconteça pequenos atrasos nos tempos de carregamento entre as áreas, isso é atribuído à geração procedural dos mapas e não compromete a fluidez da jogabilidade em si. A experiência portátil é ideal, com os controles responsivos do Switch 2 garantindo que o jogador tenha o domínio total do Príncipe.
Veredito Final: Vale a Pena?

The Rogue Prince of Persia é um excelente jogo de ação e plataforma 2D que encontra seu próprio espaço dentro da franquia e do gênero roguelite. A Evil Empire conseguiu injetar o DNA do parkour de Prince of Persia em um ciclo de jogabilidade viciante, onde o movimento é a chave para a sobrevivência e o sucesso. Para os fãs de roguelites que buscam uma experiência mais focada na fluidez e na ação imediata do que na profundidade de builds ou na dificuldade punitiva, este é um título obrigatório.
A performance impecável no Nintendo Switch 2 o torna uma adição valiosa à biblioteca do console, oferecendo uma experiência portátil de alta qualidade. Apesar de suas falhas em termos de profundidade de longo prazo e a repetição visual dos cenários, o prazer de encadear saltos, corridas na parede e ataques em um fluxo contínuo é inegável. The Rogue Prince of Persia é um jogo que se sente bem de jogar, e isso, no final das contas, é o que mais importa.
Review - The Rogue Prince of Persia [Nintendo Switch 2]
Performance excelente e otimizada no Nintendo Switch 2 - 9.5
Jogabilidade de parkour extremamente fluida e responsiva - 9.5
Estilo artístico 2D belíssimo e animações suaves - 9
Grande variedade de armas e medalhões para builds - 8.5
O layout dos níveis, gerados de forma procedural, pode se tornar repetitivo - 7.5
Menos desafiador que outros roguelites de referência - 7
8.5
Muito Bom!
The Rogue Prince of Persia no Nintendo Switch vale a pena para quem busca um roguelite de ação 2D rápido, viciante e com um foco espetacular no movimento e que possa carregar no bolso.

