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Review – Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage

O Clássico Imortalizado (De Novo)

Em um cenário dominado por bolas de fogo, espadas gigantes e demônios, a franquia Virtua Fighter sempre se destacou por sua abordagem mais pé no chão, quase acadêmica, do combate marcial. Lançado originalmente em 2006, Virtua Fighter 5 é um daqueles jogos que se recusa a ir para o museu. Após diversas iterações de Final Showdown a Ultimate Showdown a SEGA nos entrega agora o que promete ser a versão definitiva: Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage . Mas será que, quase duas décadas depois, essa lenda ainda tem fôlego para lutar contra a nova geração de fighting games? A essência da jogabilidade de Virtua Fighter permanece intacta e é o seu maior trunfo. Longe dos comandos complexos e das magias de outros títulos, o jogo se baseia em apenas três botões: soco, chute e defesa .
 
 
Essa simplicidade aparente esconde uma profundidade tática que exige precisão, timing e um conhecimento quase enciclopédico das distâncias e dos frames de ataque e defesa. É um jogo que premia a disciplina e a leitura do adversário, focando na movimentação marcial realista, sem shoryukens ou teletransportes. A trilha sonora, por sua vez, é um deleite para os fãs. Mantendo a identidade sonora da franquia, a World Stage traz trilhas remixadas e uma nova e empolgante abertura, “Burning Souls”, interpretada pelo lendário Takenobu Mitsuyoshi. É a trilha perfeita para embalar a porradaria.

O Palco Mundial e as Novidades…

A grande estrela desta nova versão, que inclusive batiza o subtítulo, é o modo World Stage. Para quem sentia falta de um conteúdo single-player robusto, este modo é a resposta da SEGA. Ele funciona como um modo jornada que emula a experiência nostálgica dos fliperamas japoneses, colocando o jogador para enfrentar rivais controlados por uma IA que simula o estilo de jogo de competidores reais . O World Stage oferece um senso de progressão, permitindo que o jogador suba o ranking de seu personagem (de Kyu a Dan) e desbloqueie itens cosméticos. É, na prática, um treinamento definitivo disfarçado de modo história, forçando o jogador a dominar as nuances do combate antes de se aventurar no online.

 

 
Em termos de Gráficos e Cenários, a World Stage traz o jogo rodando na Dragon Engine (a mesma de Yakuza), com visuais bonitos, 4K nativo e 60 FPS nas plataformas atuais (PC, PS5, Xbox Series X/S). Os cenários são os mesmos reformulados desde a versão Final Showdown, e embora o visual seja nítido e fluido, ele é praticamente idêntico às versões Ultimate Showdown e R.E.V.O. anteriores, o que pode dar uma sensação de “mais do mesmo” para quem já jogou as edições passadas.
O elenco de lutadores permanece com os 19 personagens base de VF5, incluindo os acréscimos mais recentes como Jean Kujo, Eileen e El Blaze.

O Campo de Batalha Online…

A disputa online recebeu as melhorias que os fãs clamavam: a implementação do Rollback Netcode e o Crossplay entre todas as plataformas. Em teoria, isso deveria garantir partidas fluidas e uma base de jogadores unificada. E, de fato, o netcode funciona muito bem, garantindo a estabilidade dos combates. No entanto, a realidade do online é um dos pontos mais críticos do jogo. O matchmaking para partidas ranqueadas é frequentemente vazio e lento. A SEGA falhou em integrar de forma inteligente a busca por partidas online com os modos offline (como o World Stage), o que resulta em longas esperas e uma comunidade online esvaziada.

O Preço do pacote completo…

Um aspecto que gerou controvérsia é a política de DLCs e Customização. Embora o jogo base tenha um preço amigável, o valor final para ter o conteúdo completo se torna salgado. Itens cosméticos, como trajes e acessórios, que antes eram gratuitos ou mais acessíveis, agora estão trancados atrás de um paywall com DLCs caríssimos. Até mesmo a personagem Dural, chefe final do jogo, é vendida separadamente por um preço considerável. “Para ter a versão definitiva e completa do jogo, aí sim, o valor final não é nem um pouco atrativo. Trata-se de uma estratégia da Sega de tentar diluir o valor na versão base e ganhar um pouco mais de grana em conteúdo que já existia antes, mas dessa vez atrás de um paywall.

Resumindo…

Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage é, inegavelmente, a versão mais completa e tecnicamente refinada do clássico de 2006. A jogabilidade é atemporal, e a adição do modo World Stage e do Rollback Netcode são acertos que tornam o jogo mais acessível e divertido para novatos e veteranos. No entanto, a experiência é manchada por decisões questionáveis da SEGA, como a política predatória de DLCs para customização e, principalmente, a falta de atenção ao modo online, que sofre com o matchmaking vazio e a ausência de uma integração inteligente com o conteúdo single-player. É um jogo que brilha no combate, mas tropeça na estrutura de serviço.
 
 

Review - Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage

Combate atemporal, profundo e focado na técnica. - 9.5
Adição do excelente modo World Stage - 8.5
Modo online com Crossplay - 8.5
4K, 60 FPS e visuais nítidos - 8
Aprendizado íngreme. - 7.5
Partidas ranqueadas vazias - 7
Visual pouco distinto das versões anteriores - 7

8

Muito Bom!

Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage é um dos melhores jogos de luta 3D já feitos, mas a SEGA precisa urgentemente dar mais atenção à comunidade online para que esta versão definitiva não se torne apenas mais uma iteração de um clássico imortalizado.

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Eduardo Lino

Olá, Eu sou o Edu! Sou o criador do portal de notícias Gamer Spoiler. Apaixonado por games desde pequeno e jornalista nas horas vagas!
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