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Review – Triangle Strategy

Triangle Strategy foi oficialmente lançado em 4 de março de 2022 para Nintendo Switch. Posteriormente, ganhou uma versão para Windows (Steam) em 13 de outubro de 2022. Em 20 de agosto de 2025, a Square Enix lançou inesperadamente versões para PlayStation 5 e Xbox Series X|S, com suporte a resolução 4K e melhorias de taxa de quadros em plataformas compatíveis. O jogo é fruto de uma colaboração entre Square Enix e o estúdio Artdink, com o produtor Tomoya Asano assumindo papel de liderança, ele já havia estado envolvido em Octopath Traveler e traz, aqui, seu gosto por narrativas ambiciosas e estética refinada.  

Internamente, o título roda sob Unreal Engine 4, e adotou o estilo gráfico “HD-2D”, misturando sprites 2D e cenários 3D com iluminação moderna e efeitos visuais de qualidade. Desde antes do lançamento, Triangle Strategy atraiu atenção pela demo, que permitiu aos jogadores sondar parte do combate e escolhas, e a desenvolvedora afirmou ter ajustado o título com base no feedback recebido. Com essas bases, o jogo entrou no mercado como promessa de unir estratégia tática com narrativa com múltiplas ramificações.

História…

A narrativa de Triangle Strategy se desenrola no continente fictício de Norzelia, três décadas após um conflito conhecido como Saltiron War (Guerra do Sal e Ferro). Esse embate sobre recursos escassos — sal e ferro — gerou tensões entre três grandes nações: Glenbrook, Aesfrost e Hyzante. Você assume o papel de Serenoa Wolffort, herdeiro da Casa Wolffort, que se vê forçado a navegar entre lealdades, intrigas e alianças instáveis. Ao longo da história, decisões tomadas pelo jogador afetam o tecido político do jogo, definidas por três “convicções” principais (Utilidade, Moralidade, Liberdade). 

Um dos aspectos mais comentados é como o título usa votação entre personagens aliados nos momentos decisivos: não é só você como “rei absoluto” decidindo; seus conselheiros têm voz, e seu poder de persuasão conta. Embora muitos eventos principais sigam o fio narrativo central, há múltiplos caminhos e finais condicionados às escolhas do jogador, o que estimula a rejogabilidade. Embora os temas sejam ambiciosos, como política, sacrifício, traição,  certas passagens podem se tornar arrastadas devido ao excesso de diálogos. De modo geral, Triangle Strategy aposta na tensão moral: as escolhas geralmente não possuem uma opção “certa” e demandam que o jogador aceite consequências, refletindo uma narrativa que beira o tom adulto.

Jogabilidade, exploração e mecânicas…

O aspecto central do jogo é o combate tático em mapas em grade, assim como Final Fantasy Tactics, no qual posicionamento, terreno e sinergia entre unidades são essenciais. Cada personagem dispõe de movimento limitado, habilidades específicas e requer Tactical Points para ações especiais, exigindo gestão de recursos. Diferente de sistemas clássicos de trabalho (job system), Triangle Strategy atribui a cada personagem uma classe base que pode “promover” e evoluir conforme o uso, ao invés de alternar livremente entre funções. Os encontros não são aleatórios: cada batalha é propositalmente desenhada, sem inimigos que apareçam por acaso. Entre combates, há momentos de “downtime” no acampamento, onde você pode “ensaiar” batalhas simuladas para melhorar personagens e preparar o grupo para as próximas rotas.

A exploração é mais limitada: você percorre ambientes restritos, interage com NPCs e toma decisões narrativas, em vez de percorrer um mundo aberto amplo. Um ponto a elogiar são os mapas que possuem elevações, obstáculos, água que pode ser eletrificada, pilares e outros elementos que influenciam taticamente cada rodada. Triangle Strategy entrega um combate cuidadosamente concebido, embora a alternância entre ação e narrativa possa gerar sensação de pausas abruptas para algumas pessoas.

Ambientação e trilha sonora…

O estilo visual HD-2D é um dos pilares do apelo do jogo. Ele combina sprites 2D com cenários 3D, efeitos de luz, sombreamento e profundidade moderna — semelhante ao que foi explorado em Octopath Traveler. No contexto de mapas táticos, isso representa um desafio extra para a equipe, que teve que adaptar câmeras e visuais para atender ao dinamismo dos campos de batalha. A iluminação bem trabalhada, contraste entre áreas escuras e luminosas, e detalhes nas construções são frequentemente elogiados por críticos e blogs.

A trilha sonora foi composta por Akira Senju, com mais de 70 faixas no total e a adição de uma faixa bônus vocal chamada “Song of TRIANGLE STRATEGY”. A OST acompanha cenas dramáticas, momentos de batalha e introduções com tema épico, e é disponibilizada em versão física e digital. Algo muito bacana é o fato de que a música intensifica a ambientação emocional e eleva o peso narrativo. A ambientação sonora, aliada ao design visual, ajuda a imergir o jogador no mundo de Norzelia.

Personagens e chefes…

O elenco de Triangle Strategy é robusto e bem delineado. Além do protagonista Serenoa, figuram personagens como Roland, Frederica e Benedict, que personificam diferentes ideologias e têm papéis importantes nas votações e nos confrontos narrativos. O jogo permite recrutar cerca de 30 personagens ao longo do percurso, cada um com classes ou funções distintas e a possibilidade de desbloquear histórias pessoais via uso constante.

Em termos de chefes (bosses), Triangle Strategy oferece combates estruturados, frequentemente com múltiplas fases ou condições específicas (defesa de pontos, limitação de turnos, modificações ambientais). Esses confrontos exigem mais do jogador, já que as posições e estratégias bem escolhidas fazem grande diferença. A dificuldade é considerada equilibrada por muitos — desafiadora, mas justa, principalmente para quem sabe estudar mapas e composições. Alguns chefes narrativos também fortalecem os laços entre história e trama política, servindo como pontes para dilemas morais mais intensos.

Vale a pena?

Se você é fã de RPGs táticos, aprecia narrativas com peso político e decisões que realmente importam, Triangle Strategy é uma escolha excelente. Se prefere jogos mais ágeis ou com liberdade absoluta de exploração, talvez alguns elementos te incomodem. Triangle Strategy é uma experiência profundamente estrategista e narrativa, que exige reflexão — não é um jogo simples de batalhas, mas de decisões e consequências. Seu ponto central é justamente essa fusão entre combate e política, suportada por visuais impressionantes e trilha sonora marcante. 

Review - Triangle Strategy

Combate tático bem projetado - 8.5
Narrativa ramificada com  impacto real nas escolhas - 8.5
Trilha sonora extensa e bem trabalhada - 8.5
Múltiplos caminhos e finais. - 8.5
Ritmo lento em alguns trechos iniciais - 8
Exploração limitada - 7
Pode não agradar jogadores que buscam ritmo acelerado - 7

8

Muito Bom!

Se você é fã de RPGs táticos, aprecia narrativas com peso político e decisões que realmente importam, Triangle Strategy é uma escolha excelente. Se prefere jogos mais ágeis ou com liberdade absoluta de exploração, talvez alguns elementos te incomodem. 

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Eduardo Lino

Olá, Eu sou o Edu! Sou o criador do portal de notícias Gamer Spoiler. Apaixonado por games desde pequeno e jornalista nas horas vagas!
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