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Review – The Rogue Prince of Persia

A Ubisoft, em parceria com a Evil Empire (o estúdio que trabalhou em Dead Cells), decidiu apostar novamente em uma de suas franquias mais icônicas. Depois do sucesso do metroidvania The Lost Crown, a aposta da vez é The Rogue Prince of Persia, um roguelite que resgata o legado acrobático do Príncipe enquanto injeta o ciclo viciante de tentativa e erro típico do gênero. Será que essa mistura deu certo? Pegue sua adaga e sua poção, porque vamos mergulhar de cabeça nas areias do tempo.

A franquia Prince of Persia é uma verdadeira lenda dos games, nascida em 1989 e reinventada com a trilogia Sands of Time nos anos 2000. Depois de um longo hiato, 2024 marcou um retorno em grande estilo com dois jogos que revisitam as origens 2D da série. The Rogue Prince of Persia, lançado em acesso antecipado em maio de 2024 e com versão final em agosto de 2025, é uma dessas apostas. Desenvolvido pela Evil Empire, o título combina o parkour clássico da franquia com a fórmula punitiva e viciante dos roguelites, um gênero que conquistou milhões de jogadores. A proposta é simples e eficiente: morrer, aprender e tentar de novo, em um ciclo que se encaixa bem com a identidade do Príncipe.

Um Loop Contra os Hunos…

A trama coloca o jogador no controle de um jovem Príncipe que, após um ato impensado, atrai a fúria do exército Huno. Liderados pelo guerreiro Nogai, os invasores utilizam magia xamânica sombria para corromper terras e soldados. Para salvar sua pátria, o herói conta com um artefato que o faz retornar sempre ao Oásis, um hub seguro onde se prepara para uma nova investida. A narrativa se desenvolve de forma gradual, revelando detalhes por meio de diálogos e progressão entre tentativas. Embora não seja o foco principal, a história adiciona contexto e peso à jornada, lembrando títulos como Hades, mas sem a mesma complexidade narrativa.

Parkour, Combate e Roguelite na Veia…

Aqui está o coração da experiência. A jogabilidade mistura a fluidez de Dead Cells com a identidade única de Prince of Persia.

Movimentação e Exploração: A mobilidade do Príncipe é sua maior arma. O clássico wall-run (corrida na parede) não serve apenas para travessia, mas também como ferramenta de defesa e ataque, permitindo escapar de emboscadas e surpreender inimigos. Os cenários 2D, gerados proceduralmente, estimulam exploração vertical e horizontal, criando um verdadeiro playground acrobático.

Combate Acrobático: O combate é rápido e técnico. O Príncipe pode alternar entre armas primárias e secundárias, usar chutes para empurrar inimigos em armadilhas, saltar sobre adversários para ganhar segundos de invencibilidade e aproveitar o cenário como parte do confronto. O ritmo é dinâmico e exige atenção constante.

Habilidades e Mecânicas Roguelite: Como em todo roguelite, a morte não é o fim, mas parte da progressão. O jogador perde recursos imediatos, mas pode investir em melhorias permanentes no Oásis. Essas evoluções desbloqueiam armas, itens de cura e vantagens passivas. Durante as runs, medalhões concedem bônus temporários que alteram o estilo de combate, garantindo variedade em cada tentativa.

Estilo Visual…

Visualmente, The Rogue Prince of Persia aposta em um estilo artístico estilizado e vibrante, que foge do realismo da trilogia Sands of Time. A direção de arte combina cores fortes, traços marcados e uma estética que evoca uma fábula interativa, o que se encaixa bem com o ciclo de repetição proposto.

A trilha sonora é um destaque absoluto. Composta pelo artista persa-americano ASADI, ela mescla instrumentos tradicionais da cultura persa com batidas eletrônicas modernas, resultando em uma sonoridade única. O áudio não apenas acompanha a ação frenética, mas também intensifica a imersão, seja em combates ou na exploração.

Dificuldade pesada…

A dificuldade é desafiadora, mas justa. A progressão exige que o jogador aceite a morte como parte do aprendizado. Os inimigos variam bastante e forçam o uso criativo das habilidades.

As batalhas contra chefes exigem observação e timing. Cada líder adversário apresenta padrões específicos que devem ser estudados, e a vitória depende mais de leitura de movimentos do que de força bruta. O jogo permite ajustes de dificuldade para jogadores mais experientes, mas a base continua acessível para novatos no gênero.

Vale a Pena?

The Rogue Prince of Persia é uma reinvenção ousada e eficaz. Ele serve como uma ótima porta de entrada para o gênero roguelite e como mais um passo relevante para a franquia. Sua jogabilidade é viciante e faz o jogador querer sempre “mais uma partida”. Se você é fã de Dead Cells, Hades ou do próprio legado do Príncipe, a compra é praticamente obrigatória. Se espera uma aventura épica e linear como Sands of Time, talvez não seja o que procura. Mas se busca um desafio ágil, estiloso e recompensador, pode ir sem medo.

 

Review - The Rogue Prince of Persia

Jogabilidade fluida e viciante - 9
Sistema de progressão recompensador - 9
Arte e trilha sonora marcantes - 8.5
Fidelidade à franquia - 8.5
Falta de grandes novidades - 8
História simples - 8

8.5

Muito Bom!

The Rogue Prince of Persia é uma reinvenção ousada e eficaz. Ele serve como uma ótima porta de entrada para o gênero roguelite e como mais um passo relevante para a franquia. Sua jogabilidade é viciante e faz o jogador querer sempre “mais uma partida”.

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Eduardo Lino

Olá, Eu sou o Edu! Sou o criador do portal de notícias Gamer Spoiler. Apaixonado por games desde pequeno e jornalista nas horas vagas!
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