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Review: Ninja Gaiden Ragebound

Se você é das antigas, sabe que o nome Ninja Gaiden já evoca memórias de controles jogados na parede, suor escorrendo e aquela sensação indescritível de superação. A franquia, que nasceu nos arcades e brilhou nos Nintendinhos da vida, sempre foi sinônimo de desafio extremo e combate ninja frenético. Com Ryu Hayabusa como ícone, já vimos de tudo: ninjas, demônios, espadas afiadas e muita, mas muita morte. E agora, em 2025, a Dotemu, junto com a The Game Kitchen (os mesmos gênios por trás de Blasphemous), nos traz um novo capítulo dessa saga que promete honrar o legado e, claro, testar nossa paciência ao limite. Preparem os polegares, porque a jornada vai ser intensa!

A História: Um Novo Herói, Velhos Problemas …

Em Ninja Gaiden Ragebound, Ryu Hayabusa não assume o papel principal. A história começa justamente quando ele parte para cumprir uma missão longe da vila, deixando a defesa de Hayabusa Village nas mãos de Kenji Mozu, um jovem ninja treinado pelo próprio mestre. Só que, como o destino não dá trégua, a barreira entre o mundo humano e o demoníaco se rompe bem nesse momento. É aí que surge a ameaça de uma invasão em larga escala, forçando Kenji a enfrentar desafios que parecem grandes demais para ele.

Mas a surpresa maior está em Kumori, uma kunoichi do Clã Aranha Negra — inimigos tradicionais do clã Hayabusa — que se torna jogável e essencial para a trama. A dinâmica entre Kenji e Kumori mostra que, diante de um Lorde Demônio prestes a devastar tudo, até velhas rivalidades precisam ser deixadas de lado. Ao longo da aventura, os jogadores alternam entre os dois protagonistas, cada um com estilo próprio e habilidades que se complementam, oferecendo novas perspectivas sobre o universo Ninja Gaiden. É uma história inédita que amplia o legado da série, mantendo a intensidade e a dramaticidade que a gente espera. 

A Arte de Morrer (e Reviver) com Estilo…

Se você jogou os clássicos, já sabe o que esperar: combate rápido, preciso e que não perdoa erros. Ragebound não foge à regra, mas traz elementos modernos que enriquecem a experiência. A The Game Kitchen, estúdio responsável pela franquia Blasphemous, conseguiu unir a essência dos jogos 2D antigos com a profundidade mecânica dos títulos mais recentes. A jogabilidade é ágil e desafiadora, com comandos fáceis de entender, mas que exigem treino para dominar. Kenji é ágil como um verdadeiro acrobata: corre, pula, deflete projéteis, escala paredes, gruda no teto e até executa movimentos como o “Guillotine Throw”, recurso clássico revisitado. Kumori, por sua vez, aposta em ataques mais ágeis e furtivos, criando um contraste interessante entre os estilos.

O sistema de classificação pós-nível incentiva a perfeição, premiando quem domina cada detalhe do combate e da movimentação. Não há nada confirmado sobre fusões mágicas ou combos compartilhados, mas o fato de alternar entre personagens com conjuntos de habilidades distintos já garante variedade e profundidade. É aquele tipo de jogo que faz você se sentir um ninja de verdade, mesmo que morra centenas de vezes no processo.

Prepare-se para o Inferno (ou para a Diversão, Depende do seu Nível de Masoquismo)…

Ah, a dificuldade de Ninja Gaiden… um tema que divide opiniões e arranca cabelos desde sempre. Ragebound honra essa tradição com uma curva de aprendizado exigente. Se você gosta de desafio, vai amar. Se prefere jogos relaxantes, talvez seja melhor pensar duas vezes. A demo já deixou claro que o objetivo não é apenas chegar ao final, mas conquistar boas classificações, o que exige reflexos rápidos e domínio total das mecânicas. Há checkpoints bem posicionados, mas isso não significa moleza: cada inimigo e cada armadilha podem acabar com a sua corrida. O espírito da franquia — aprender com os erros e insistir até superar — está presente e muito vivo. 

Uma das mecânicas mais interessantes de Ragebound está ligada às auras coloridas dos inimigos. Quando Kenji derrota um adversário com aura azul, seu próximo golpe ganha um poder especial capaz de eliminar instantaneamente o inimigo seguinte, criando um fluxo de combate ágil e estratégico. Já Kumori, ao derrubar inimigos de aura rosa, ativa o mesmo efeito devastador, reforçando a identidade única de cada personagem. Essa dinâmica não só incentiva o domínio individual de ambos os estilos, como também traz variedade ao ritmo das batalhas, premiando precisão e timing correto em meio ao caos frenético da tela.

A Hora do Show (e da Frustração)…

Os inimigos básicos de Ragebound não oferecem tanta resistência, mas logo aparecem variantes que exigem táticas diferentes. Alguns trazem cores especiais (rosa ou azul), obrigando você a mudar o ritmo de ataque. Essa camada estratégica dá mais sabor ao combate, forçando adaptação constante. Mas o verdadeiro espetáculo são os chefes. Cada encontro é um teste de reflexos, paciência e leitura de padrões, exigindo foco absoluto. Nomes como Deikrag já aparecem em prévias, descritos como batalhas de tirar o fôlego. São confrontos que fazem você segurar a respiração, xingar o controle e, ao vencer, soltar um grito de vitória. 

Um Banquete para os Sentidos…

Visualmente, Ninja Gaiden Ragebound é um colírio para os olhos. A The Game Kitchen apostou em pixel art de altíssimo nível, resgatando a estética dos anos 16 e 32 bits com um acabamento moderno e vibrante. As animações são tão fluidas que parecem desenhadas à mão, e cada cenário exala identidade própria. É uma carta de amor ao passado, mas empurrando os limites do estilo para o presente. E a trilha sonora? É simplesmente magistral. Além de Sergio de Prado, a composição conta com lendas da franquia: Keiji Yamagishi, Ryuichi Niita e Kaori Nakabai, responsáveis pelas músicas originais da trilogia NES. O resultado é uma mistura perfeita de nostalgia e energia renovada, que embala a ação de forma impecável. 

Vale a Pena o Sofrimento?

Depois de tanto suor e algumas mortes humilhantes, a resposta é um sonoro SIM. Ninja Gaiden Ragebound é um retorno digno da franquia, trazendo um novo protagonista, uma rival improvável como aliada e uma jogabilidade que respeita o passado sem abrir mão de inovações. A dificuldade continua alta, mas a recompensa emocional de superar cada obstáculo é enorme. É um jogo que exige dedicação e habilidade, mas que entrega em troca uma das experiências mais intensas do ano. Se você é fã da saga ou adora um bom desafio, não perca essa chance de mergulhar de cabeça nessa nova aventura ninja.

Review: Ninja Gaiden Ragebound

Combate viciante e desafiador - 9.5
Pixel art deslumbrante - 9
Trilha sonora impecável - 9
Nova história com Kenji e Kumori expandindo o universo - 8.5
Dificuldade elevada pode afastar novatos - 7.5
Curva de aprendizado íngreme - 7.5

8.5

Muito Bom!

Ninja Gaiden Ragebound resgata o DNA da franquia, inova com estilo e prova que, em 2025, ainda há espaço para jogos que nos fazem sofrer — e amar cada segundo disso.

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Eduardo Lino

Olá, Eu sou o Edu! Sou o criador do portal de notícias Gamer Spoiler. Apaixonado por games desde pequeno e jornalista nas horas vagas!
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