Especial – Retrogames: Uma paixão.
Por Thiago "Freestyle" Brito Em 12 abr, 2015 as 10:57 PM | Categorizado como Especial | com 0 Comments

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Como Retrogamer assumido que sou. Vou dar um resumo sobre isso e como tudo aconteceu.

Aos 6 anos de idade ganhei meu primeiro videogame, um Top Game VG-8000 do meu primo que acabara de comprar um Famicom.

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CCE Top Game VG-8000

Desde esse dia nunca mais parei de jogar jogos eletrônicos, pior, isso virou um estilo de vida e uma paixão.

Acompanhei de perto a evolução dos gráficos e jogabilidade. Jogos que sequer havia uma história ou diálogos evoluíram para roteiros cinematográficos para gamers cada vez mais exigentes.

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Yie Ar Kung-Fu da KONAMI. O jogo não exibia história nem diálogos, mas conquistou fãs no mundo inteiro.

 

Mas nem tudo são flores na evolução constante dos games atuais. A proporção que evoluem em gráfico, roteiro, física e realismo, ficam cada vez mais curtos e fáceis.

Lembro bem que tudo começou na era Playstation, onde já tínhamos Save Games e os primeiros exemplares com sistema de “vidas infinitas”.

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Oddworld: Abe’s Oddysee para PSX com sistema de Save Game, Vidas Infinitas e Checkpoint, mas foi um dos jogos mais difíceis que finalizei (100% diga-se de passagem :P).

O sistema de checkpoints trouxe mais facilidade ainda, pois não é mais necessário reiniciar uma fase inteira caso falhe em uma missão ou morra.

Se não bastasse todas essas facilidades, os checkpoints ficaram cada vez mais próximos uns aos outros e os jogos cada vez mais curtos.

Não me entendam mal. Não é que eu não goste dos novos jogos. Sério! Eu gosto muito, mas não acho justo o que algumas empresas estão fazendo por aí. Imagine minha decepção esperar 1 ano inteiro para o lançamento de Call of Duty – Black Ops para finalizá-lo em pouco mais de 3 horas!

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Call of Duty – Black Ops. Finalizei com pouco mais de 3 horas!!!!

 

Para minha alegria (ou não) algumas empresas resolveram apostar nos retrogames. Ports e emuladores para consoles modernos foram criados, alguns consoles e portáteis exclusivos para emular consoles do passado foram fabricados. Foi aí que adquiri meu tão estimado (agora esquecido) Dingoo A-320.

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Dingoo A-320 Um portátil emulador de vários sistemas e com saída para TV.

 

Imaginem a minha surpresa quando descobri que não sabia mais jogar os jogos antigos de NES! Jogar títulos como POW, Ikari, Elevator Action e Double Dragon 3 que quando eu tinha 8 anos conseguia finalizar com 3 vidas e 3 continues, quando adulto passou a ser uma tarefa impossível. Eu havia perdido minha capacidade de traçar estratégias, de planejar os pulos, decorar a sequência de movimentos do inimigo.

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Double Dragon 3 de NES sem seletor de dificuldade (Very Hard Impossible) e inicialmente com uma vida e 3 continues. Me pergunto como diabos consegui finalizar esse jogo no NES.

 

Por sorte estamos em uma época que games independentes estão ganhando notoriedade. Projetos no Greenlight da Steam e no Kickstarter revelaram talentos únicos e jogos surpreendentes.

Muitos desses indies foram criados para um público bem especial, um público que só quer ser respeitado pelas fabricantes de jogos, um público que acompanhou e fez parte da história dos games: os vovôs retrogamers como eu e talvez vocês que estão lendo esse artigo, caros leitores.

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Unepic uma mistura de Goonies e Castlevania com um humor épico. O melhor de tudo é que está em Português.

Então tire sua Power Glove do armário, equipe-se com sua Light Phaser, não esqueça suas pílulas e bom retro jogo a todos!

Sobre - Gamemaniaco de plantão e retrogamer assumido. Testador de MODs e colecionador de jogos que nunca jogará. Trabalha em telecomunicações e é pai de um cachorro.

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